quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tablet nacional estreia tela transflexível
A desenvolvedora paulista Triboo apresentou hoje, no INFOlab, o protótipo de um tablet nacional que roda Android e estreia o recurso de tela transflexível.
Com 380 gramas, o tablet da Triboo executa funções similares a de seus competidores no mercado, como navegar na web e rodar aplicações multimídia (vídeo e música) e programas de produtividade, como editor de planilhas e texto. A tela de 10.1 polegadas, no entanto, se adapta à iluminação do ambiente e ajusta o brilho e contraste com o toque sobre a tela.
“A principal vantagem dessa tecnologia é permitir a leitura de textos e livros eletrônicos com o mesmo conforto oferecido por um e-reader como o Kindle. Na prática, a tela resolve o dilema de ter um tablet com aplicações multimídia, porém ruim para leitura de textos longos ou um e-reader, que é ótimo para ler, mas não permite executar aplicações de mídia”, conta Francisco Coelho, diretor de tecnologia da Triboo.
Desenhado pela empresa nacional, o tablet será produzido com componentes importados, como acontece com quase a totalidade dos eletrônicos produzidos no Brasil. Uma integradora será contratada para montar os equipamentos em larga escala.
“Os primeiros protótipos fizemos usando o case produzido em uma impressora 3D e montamos os circuitos, tela e processador manualmente”, diz Coelho.
O atual protótipo roda Android 2.2, tem tela capacitiva multitoque (1024 x 600), acelerômetro e processador Samsung de 1 GHz. A capacidade de armazenamento é de 16 GB, mas o tablet suporta a conexão de discos externos e pen drive, leitor de cartão de leitor SD e entrada HDMI.
“Você pode baixar vídeos em alta definição na web e plugar o tablet na TV. Também é possível conectar mouse e teclado e usar o tablet de modo similar a um computador de mesa”, explica o diretor da Triboo.
O gadget deve chegar ao varejo no primeiro trimestre de 2011 com preço estimado de 1299 reais .
Como suporta conexão 3G e possui câmera para vídeo conferência (1.3 MP), os desenvolvedores acreditam que poderão vender o equipamento também em parceria com operadoras telefônicas, o que pode reduzir o custo final para o consumidor.
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